Quando revistas de games eram praticamente portais para outro mundo
Fundador • NeoGeekHub
Alguém aqui que cresceu na decada de 90 ja pegou uma daquelas revistas de jogos, e ficava vidrado com o conteúdo, querendo saber mais so por olhar a capa? Hoje basta abrir o celular para descobrir qualquer novidade sobre games.
Trailer.
Gameplay.
Review.
Rumor.
Tudo aparece instantaneamente.
Mas antes da internet dominar completamente nossas vidas, existia uma coisa que fazia qualquer criança ou adolescente gamer perder a cabeça:
as revistas de videogame.
Quem viveu aquela época sabe que elas eram muito mais do que apenas revistas.
Elas pareciam portais para outro mundo.
A sensação de entrar numa banca de revista
Talvez uma das melhores sensações daquela época fosse entrar numa banca e encontrar uma edição nova da:
- Herói
- Nintendo World
- Ação Games
- Ultra Jovem
- PlayStation Magazine
As capas eram absurdamente chamativas.
Cheias de:
- explosões
- renders 3D
- personagens gigantes
- manchetes exageradas
E honestamente?
funcionava perfeitamente.
Você pegava aquela revista na mão e parecia que estava segurando um pedaço do futuro.
Era assim que descobríamos os jogos
Hoje qualquer anúncio aparece no TikTok segundos depois de ser lançado.
Mas naquela época?
Muita coisa a gente descobria meses depois através das revistas.
Era ali que víamos:
- novos consoles
- jogos japoneses
- cheats
- detonados
- rumores
- segredos absurdos
E talvez a parte mais divertida fosse justamente imaginar como aqueles jogos realmente eram.
Porque muitas vezes só existiam algumas screenshots pequenas e uma descrição empolgada do redator.
Nossa cabeça completava o resto.
A revista Herói marcou uma geração inteira
Pra muita gente, a Herói foi muito mais do que uma revista.
Ela misturava:
- games
- anime
- tokusatsu
- desenhos
- cultura nerd
Foi através dela que muita gente conheceu:
- Cavaleiros do Zodíaco
- Dragon Ball
- Yu Yu Hakusho
- Jaspion
- Changeman
Naquela época tudo parecia gigantesco.
Os personagens.
As artes.
As propagandas.
Até os rumores pareciam lendários.
E talvez isso acontecesse porque ainda existia mistério.
Os detonados eram quase itens sagrados
Quem viveu os anos 90 e começo dos anos 2000 provavelmente lembra:
zerar alguns jogos sem ajuda era praticamente impossível.
Então os detonados das revistas viravam tesouro.
Era comum:
- dobrar páginas importantes
- anotar códigos
- emprestar para amigos
- guardar revistas durante anos
E sinceramente?
acho que muita gente aprendeu até a gostar de leitura por causa disso.
Porque a gente lia aquelas revistas de ponta a ponta.
Várias vezes.
As revistas ajudaram a criar uma geração de criadores
Talvez essa seja a parte mais interessante olhando hoje.
Muita gente que trabalha atualmente com:
- games
- design
- programação
- arte
- conteúdo geek
cresceu lendo esse tipo de revista.
Elas despertavam curiosidade.
Faziam a gente imaginar como os jogos eram criados.
Mostravam conceitos.
Personagens.
Bastidores.
E talvez sem perceber, muita gente começou ali a desenvolver criatividade.
A internet matou parte da magia… mas não a memória
Hoje temos acesso a praticamente tudo.
O que obviamente é incrível.
Mas existe uma coisa que talvez tenha diminuído:
a sensação de descoberta.
Antes a informação chegava devagar.
E talvez justamente por isso cada novidade parecia especial.
Uma simples revista conseguia alimentar imaginação durante semanas.
Hoje consumimos centenas de informações por dia…
e esquecemos quase tudo poucas horas depois.
Talvez aquelas revistas fossem mais importantes do que percebíamos
Olhando hoje, parece exagero dizer que revistas de games marcaram uma geração.
Mas honestamente?
acho que marcaram sim.
Porque elas não vendiam apenas notícias.
Vendiam sensação.
Imaginação.
Empolgação.
E aquela vontade absurda de chegar em casa e ligar o videogame imediatamente.
Talvez seja exatamente por isso que, mesmo tantos anos depois, muita gente ainda sente nostalgia só de ver uma capa antiga numa banca ou na internet.
Porque no fundo aquelas revistas acabaram virando parte da própria infância de muita gente.
Leia também
Se você sente saudade da época em que tecnologia parecia mágica, talvez vá gostar também do nosso artigo sobre o Game Boy Advance e como aquele pequeno console portátil conseguiu marcar uma geração inteira.
Ler artigo sobre o Game Boy Advance →


