A historia de Zelda: A Link to the Past - Quando Zelda virou uma obra prima
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Existe um tipo de nostalgia que apenas quem viveu a era do Super Nintendo consegue entender.
Era sexta-feira à tarde. A ansiedade começava ainda na escola. O objetivo era um só: chegar cedo na locadora antes que alguém pegasse aquela fita específica.
E poucas fitas eram tão disputadas quanto The Legend of Zelda: A Link to the Past.
Naquela época, jogos originais eram extremamente caros no Brasil. Para muita gente, alugar durante o fim de semana era praticamente a única forma de jogar grandes clássicos.
A missão começava antes mesmo do jogo. Era correr para a locadora, escolher a fita certa, torcer para ela ainda estar disponível e aproveitar cada minuto até devolver na segunda-feira.
E Zelda conseguia transformar aquele simples fim de semana em uma aventura gigantesca.
Um mundo que parecia enorme
Quando A Link to the Past começava, dava para perceber imediatamente que aquele jogo era diferente.
O mapa parecia vivo. Existiam vilas, castelos, florestas, desertos, montanhas, cavernas secretas e caminhos escondidos em praticamente todos os lugares.
Na época, aquilo era absurdo.
Muitos jogos ainda eram extremamente lineares, mas Zelda criava a sensação de estar explorando um mundo real cheio de mistérios.
Cada tela escondia alguma coisa.
Uma bomba podia revelar uma passagem secreta. Um arbusto escondia uma entrada. Uma parede rachada podia levar até um item raro.
O jogo recompensava curiosidade o tempo inteiro.
A floresta da Master Sword
Uma das memórias mais fortes de muita gente continua sendo a Lost Woods.
Aquela floresta tinha uma atmosfera quase mágica. O silêncio, a música melancólica, os caminhos escondidos e a sensação de mistério criavam algo muito especial.
E então vinha o momento lendário: encontrar a Master Sword.
Para uma criança dos anos 90, aquilo parecia gigantesco.
A espada não era apenas um item forte. Ela parecia importante para a própria história do mundo.
A música mudava. O clima mudava. O jogo fazia aquele momento parecer realmente épico.
O mundo sombrio mudou tudo
Talvez o maior impacto de A Link to the Past fosse a descoberta do Dark World.
Até aquele momento, parecia que o jogo já era enorme.
Mas então Zelda praticamente revelava um segundo mundo inteiro.
O Dark World era uma versão distorcida de Hyrule. Os mesmos lugares existiam, porém transformados em algo sombrio e perigoso.
Aquilo explodia a mente de muita gente na época.
Não era apenas uma mudança visual. O mapa inteiro ganhava novos caminhos, segredos e puzzles.
Era como descobrir outro jogo escondido dentro do primeiro.
A missão dos itens especiais
Uma das coisas mais marcantes de Zelda era como cada item realmente parecia importante.
Você não simplesmente recebia habilidades aleatórias. Cada ferramenta mudava a forma de explorar o mundo.
As bombas abriam passagens.
O Hookshot permitia atravessar abismos.
As Pegasus Boots deixavam Link extremamente rápido.
E existiam itens que viraram memórias eternas para muita gente.
Um exemplo clássico era a missão para conseguir as Zora Flippers.
Muita gente chamava aquilo de “pé de pato” na infância.
Era aquele item que finalmente permitia nadar pelos rios e acessar novas áreas do mapa.
Na época, descobrir sozinho como conseguir certos itens parecia uma conquista gigantesca.
Não existia tutorial no YouTube.
Era tentativa, erro, conversa com amigos e exploração pura.
Os dungeons e chefes eram inesquecíveis
Cada dungeon possuía identidade própria.
O castelo de Hyrule criava tensão logo no início da aventura.
A Tower of Hera parecia gigantesca.
O Ice Palace confundia completamente os jogadores com seus puzzles.
E o Turtle Rock parecia um verdadeiro labirinto.
Além disso, os chefes conseguiam ser extremamente memoráveis.
Moldorm irritava jogadores ao derrubar Link da arena.
Blind assustava quando revelava sua verdadeira forma.
E Agahnim parecia quase impossível na primeira vez.
Tudo aquilo criava a sensação de uma jornada épica de verdade.
As cores do Super Nintendo deixavam tudo mágico
Existe algo muito especial na direção artística de A Link to the Past.
As cores vibrantes do Super Nintendo davam vida ao mundo de Hyrule.
A grama verde brilhante, os rios azuis, os céus claros e os efeitos de iluminação criavam uma atmosfera extremamente confortável.
Mesmo hoje, o jogo continua bonito.
Os sprites possuem personalidade enorme. Os ambientes são detalhados e fáceis de reconhecer.
Tudo parecia feito à mão com carinho.
Por que A Link to the Past continua tão importante?
Muito do que Zelda se tornou nasceu aqui.
A estrutura de exploração.
Os puzzles.
Os dungeons temáticos.
A progressão baseada em itens.
O sentimento de aventura.
A Link to the Past praticamente definiu a fórmula que inspiraria vários jogos durante décadas.
E talvez o motivo pelo qual ele continua tão especial seja simples:
O jogo fazia o jogador sentir que estava vivendo uma aventura gigantesca.
Não era apenas sobre terminar fases.
Era sobre explorar, descobrir segredos, conversar com personagens, encontrar itens escondidos e lentamente entender aquele mundo.
E para muita gente, aquelas madrugadas jogando Zelda alugado no Super Nintendo continuam sendo algumas das melhores memórias da infância gamer.
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